Como viemos parar aqui?

By uirapuru

Estava apenas querendo escrever no blog dos tuins, daí apareceu uma página que me empurrou para outra página que me empurrou para um “yes” que me empurrou para cá.

Que mundoblog perigoso! A gente começa uma visita a algo na internet e volta do mundo virtual horas depois e às vezes até conseguiu atingir o objetivo primeiro, porque comigo ao menos acabo esquecendo o que é que eu ia fazer. Tal qual neste caso: agora terei que redigir um texto caprichado, pois estou em árvore isolada e afinal este é o primeiro post, deverá causar impacto. Fazer tremer Google, Yahoo! Talvez ter os direitos comprados pela Metro ou Universal! Talvez parar na cadeia!

Lá na Gaiola dos Tuins poderia estar mais relaxado, pois minha amiga passarada já conhecia minha mediocridade, então não rolava nenhuma tensão na bagaça (bagaça é o vocábulo empregado pela nova geração tipo MP 19, tipo Ipod ou não pode?, tipo TV de 72″ de cristal translúcido que muda o final do filme – vem aí a versão em que voce participa do filme – e significa, a palavra “bagaça”, coisa ou situação. Assim, fui à feira, comprei laranjas muito gostosas e chupei até o fim. Versão digital: tava lá na bagaça, descolei uns bagulho muito louco, deixei tudo no bagaço. Maneiro -opcional o acréscimo de “maneiro”). Mas agora estou só e a insegurança transforma-se em certeza da ruindade. Lembrando o Barão de Itararé: de onde menos se espera, daí é que não sai nada.

Bem, eis então o início deste blog. Pra quem acredita no acaso, foi totalmente por acaso. Pra quem acredita em geração espontânea de praga, hahahahahaa, eis a prova cabal.

Bom, acho que agora o próximo passo é uma declaração de princípios, certo? Mas que jeito, se nem principiar a declaração me ocorre?  Deixemos esta parte “em construção”,

Ah, não faço a menor idéia se e quando for avisado se e quando alguém comentar. Declaro que vou empenhar-me para de vez em quando dar uma olhada se há algo, tenham paciência comigo. Mais uma vez.

Parece que tem também uma parte onde a gente fala da gente, né?  Tipo apresentação. Apresentando-me fisicamente, posso dizer que em relação à idade estou entre aberto o botão e fechada a rosa; voz grave, de baixo abaritonado ou barítono abaixado; quanto à beleza, digamos que já fui bonito, na verdade bem arranjado (tenho foto comprobatória).

 Leio de tudo e, nas horas de desespero, até bula de remédio, mas prefiro rótulos de caixa de sucrilhos, lata de ervilha e caixinha de molho de tomate durante as refeições. Ouço também de tudo, o que nem sempre é prazeiroso. Pra arrematar a lista das artes favoritas, Cinema.

No geral, pode-se dizer que faço parte do clube que acredita que amor existe, mas é que nem celular: só funciona pros outros. Que, pra fazer algumas Seleções, procura nos Flagrantes da Vida Real algo que prove que Rir É o Melhor Remédio.

Eis. Bom dia.

 

36 Responses to “Como viemos parar aqui?”

  1. fal Says:

    Salve Mauro!

  2. uirapuru Says:

    Fal, voce viu só???!!!!!
    Onde irá parar tudo isto, não?
    E que primeira visita…

  3. Gi Says:

    Querido, só vc pra citar Flagrantes da Vida Real….rs Adorei tudo! Que coisa boa poder ter vc pelo menos por meio de um blog. Beijos carinhosos!

  4. uirapuru Says:

    Querida Gi, é que achei que neste espaço ficariam melhor Pontos a Ponderar do que Piadas de Caserna. Já condensado só o leite, livro não.

  5. Nenéia Says:

    Bem vindo, bem vindo, bem vindo!!!
    Leio avidamente qq exemplar de Seleções que cair em em minhas mãos! Amo!

  6. uirapuru Says:

    Obrigado, Nenéia. Seleções era legal, né? Não sei se ainda tem edição brasileira nas bancas, a americana já vi por aí. Outra coisa que tinha que voltar era fotonovela. Era muito bacana. Claro que não eram histórias de conteúdo educacional profundo como a Biblioteca das Môças, ensinavam só o básico. Tinha Grande Hotel, tinha Capricho, tinha outras que esqueci o nome e era tudo do mesmo nivel: a história, os diálogos, as expressões faciais das atrizes e dos atores, tudo. E as fotos não eram desfocadas! Ah, bons tempos aqueles da minha calça boca-de-sino!

  7. Helga Says:

    Meu uirapuruzinho querido, que surpresa boa!!!!!!!!!
    Seleções existe ainda, e olha só: eu sou assinante! Juro pra vc.
    Estou tão, mas tão feliz de ter este canal para saber de você, falar com você de vez em quando, meu amigo, que bom!
    Vai ser o segundo blog que vou visitar religiosamente todos os dias. O primeiro você deve bem imaginar qual seja não é?
    Beijão, adoro você!

  8. Jujuriti Says:

    Querido, estou aqui boquiaberta com tal surpresa! Uma das coisa que mais desejei nesse mundo bloguistico era que vc, meu amigo, tivesse um blog só seu, vc devia isso pro mundo Mauro e agora não deve mais!!! tombei aqui de satisfação, vc como sempre é genial!
    Um grande beijo e longa vida ao seu blog!

  9. Carla San Says:

    Finalmente!
    Agora sim, a blogsfera está virando uma casa de respeito!
    Bem-vindo, querido!
    Deixo pra ti beijos enormes, cheios de saudades.

  10. uirapuru Says:

    Helguinha! Que saudades…Tava contando de te ver no sábado, mas assim que não deu te mandei um beijo por correio de confiança, voce recebeu?
    Quer dizer que ainda tem Seleções? Vou dar uma folheada quando encontrar algum exemplar. Ah, mas fotonovela acho que nem em sebo, ou melhor, nem em sebo eu vi, seja em São Paulo seja no Rio. E aqueles livrinhos de bolso furreca, pra ler em pé no trem lotado, ah, que maravilha! Tinha de guerra, tinha de espionagem, tinha de amor, tinha de faroeste. Tava eu trabalhando como office-boy em São Paulo, na 7 de Abril – e imerso nos problemas de um Bill qualquer, com seu rancho no Arkansas e a bela Maggie que só casaria se ele acabasse com os índios. Mas o perverso Fred tinha outros planos. Assim como meu chefe pra mim, hahahahaha.

  11. Gladys Says:

    Não te conheço, nunca te vi, mas já estou gostando. Sou fã da Fal e foi assim que aqui cheguei. Moro num lugar muito, muito distante, e adouro saber de pessoas através deste canal (canal? aff!). Vou vir sempre, porque se Fal gosta é pq é bom.

  12. uirapuru Says:

    Queridas, deixem eu pedir desculpas, não sei usar direito este treco, hahahaha, tava querendo responder cada comentário mas pelo jeito fiz alguma bobagem. Fal, socorro! Olhem, a Fal responde de um em um, não é? Então é possível, o que não é possível é eu ser tão burro assim! Mas deve haver algum jeito. Que nem, por exemplo, celular. Vejo um montão de gente com estes objetos e parecem estar funcionando. Voces mesmas têm e notei que às vezes comunicam-se entre si, seja por áudio ou até por mensagens escritas. Ou tudo que vi até agora foi uma grande encenação, aliás perfeita, ou então realmente oS meuS aparelhoS daquelaS operadoraS estavaM com problemaSSSSSS.
    Não importa, aprenderei todas as tecnologias modernas! Unido jamais serei vencido! Não ficarei deletado às margens dos RSS da vida (tai outra coisa que nem desconfio o que seja, RSS, em tudo quanto é página da internet tem). Bem, desviei do assunto violentamente. Este blog quer que eu responda tudo no atacado, não é? Pois vou mostrar a ele que não será bem assim, o Roberto Carlos e eu somos amantes (não entre nós) à moda antiga, serei um blogueiro assim também, respostas personalizadas.
    Queridas, eis o lema: “Tudo ou Nada é Arriscado, Tudo ou o Possível, Quase Nada é Menos Ruim Que Nada, Se For Nada, Bom, Tudo Bem, Vai!”

  13. uirapuru Says:

    Ju querida,voce viu que coisa? Te afirmo, não foi intencional. Vamos ver onde vai dar esta estrada.
    Por outra, meu bem, sou forçado a discordar de ti. Tudo bem que eu poderia vez ou outra urdir uma trama sinistra e fazer o mundo pagar por algumas coisas que poderiam ter dado certo: amores da juventude perfeitos, não ter que comparecer amiúde à diretoria, meu time não fazer tanta bobagem, por aí. Mas ele não merece este blog, hahahahaha. A vida é boa, tirando os problemas. “Desencana que a vida é bacana”, disse-me certa vez um sujeito. Não sei como o mundo reagirá a este gesto, espero qualquer coisa deixando bem claro que não estou pronto pra nada.
    Como uma vez me disse um amor de menina, “desestruturar a brodagem” é um dos objetivos do pedaço.

  14. Maloca (Marlene) Says:

    uia!
    Uirapuru!
    Que surpresa boa, Uirapuru.
    A revista “Sétimo Céu” também tinha fotonovelas – coloridas, companheiro.
    Eu, na minha meninice, preferia as que tinham fotos coloridas. :o )

    Beijos.

  15. Pata-Tiva Says:

    Estou muito pelinfa com seu novo cantinho aqui no mundo virtual!!! Espero que você seja muito feliz com seu blog, por que nós, com certeza, vamos ser. Parabéns, passarinho lindo. :D

  16. uirapuru Says:

    Carlinha, que gostoso que voce escreveu. Carla, toda essa parafernália virar de respeito agora, hahahahahahaha, essa foi ótima.
    Só não sei se uma das possibilidades, que é detenção para averiguação e aguardar na prisão o julgamento e posterior condenação, vai me levar pralgum xilindró no Rio. Se for, Carla, deixa te pedir pra ir me visitar de vez em quando. Ah, leva cigarro e se possível cigarrilhas. Cigarro Marlboro maço (olha o merchandising aí e nem comecei a receber nada!) e cigarrilha Gabriela.
    Mas se isto não ocorrer, para o qual esforçar-me-ei, deixa eu visitar o Rio ou em Junho ou em Julho?
    Sim? Sim?

  17. uirapuru Says:

    Gladys, prazer.
    Voce sabe que assim que voce começou, lembrei-me daquele filme “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei”, que delícia de filme, junta três coisas que adoro numa só: junta amor aos livros, é um filme e tem trilha sonora.
    Bom, depois como voce mudou o rumo da frase, pensei meio gelando, que voce iria dizer: “não te conheço, nunca te vi e pelo que estou lendo, que continue assim!”. Putz, ainda bem que não!
    Mas devo te alertar, Gladys, a Fal é generosa.
    Voce me deixou curioso: que lugar muito distante é este?
    Beijo.

  18. uirapuru Says:

    Malôzinha! Faz tempo, hein?
    Sabe que noutro dia passou aqui pelo bairro, ou melhor, estava arrastando-se aqui pelo bairro onde moro uma kombi verde.
    Pensei logo comigo: além de estar em melhor estado, a kombi da Marlene é mais jeitosa que aquele azul cai melhor que o verde para as kombis daquele ano.
    Voce é ótima. Sétimo Céu era sensacional. Marlene, tô quase apostando com voce que Sétimo Céu começou em preto-e-branco, bem mais tarde é que veio em cores. Topa? Dois centavos, não aceito cheque, não trabalho com cartão, não devolvo troco. Mas sou bonitinho, hahahahaha.
    Ah, deixa te perguntar, voce que tem experiência com blog: convém colocar um aviso assim, “Sorria, Voce Está Sendo Filmado”? na primeira página do blog? É útil? Alías, pra quê este aviso? Esquece a pergunta, viajei.
    Mas e esse tanto de links pros blogs, que loja que eu vou pra comprar o pacote? Tem na Americanas? Como eu faço pra colocar os links de voces todas aqui? Aliás, não vai depor contra voces?

  19. uirapuru Says:

    Pata-Tiva, obrigado, minha companheira de gaiola.
    Deixa eu contar, tava na aula e a professora nos ensinava:
    “What is this?” E a gente : “This is a table”. “And now, what is this?” “This is a book”.
    Fiquei sabendo que teve uma aula que ela perguntou:
    “What is this?”. E a classe, em uníssono, clamou: “This is a Pelinfa!”
    Faltei nessa aula. Nunca fiquei sabendo o que é pelinfa.
    Me diz preu reparar esta lacuna na minha formação?
    Querida, estou gostando desta experiência de responder comentários. Dá pra falar à vontade, hahahahaha, e é melhor que conversa ao vivo porque
    aqui eu não me escuto.
    Portanto a parte do teu desejo que é a de eu gostar de fazer está sendo realizada.
    Já a outra parte aposto minhas fichas não, hahaha.

  20. Ro Says:

    Mauro meu rei. Tá sabendo no que se meteu? Tem noção que essa mulerada vai te infernizar nessa “bagaça”? Ora, ora, que história é essa de Seleções? Não é da minha época, offcorse (cof, cof..) Mas que eu se lembro da Cruzeiro, isso lembro!! Nostalgia, camisas de banlon (não sei se é assim que escreve), sapato vulcabrás….
    Vem que a gente te ama.
    Ro

  21. uirapuru Says:

    Oi, Ro, viste? O empreendimento promete. Aguardemos o desenrolar dos acontecimentos.
    Voce falou de O Cruzeiro, daí deu vontade de lembrar.
    Vou voltar num tempo que não é de nenhuma de voces.
    Na verdade voces todas são garotas papo-firme. Se eu pudesse dava um Mug pra cada uma, e se tivesse mais dinheiro ainda comprava um Topo-Gigio eletrônico ou então aquela caixa bonita com a boneca Amiguinha. Tem que ser no Mappin, daí aproveito e passo na Ducal pra comprar uma roupa legal e ficar nos trinques. Volto pra casa, tomo um banho com sabonete seven-buoy, dou uma alisada no cabelo e capricho na brilhantina e vou entregar os presentes, como é bastante coisa vou com meu Galaxy.
    Vou ficar um pão!
    Daí vejo quem quer dar uma volta e tomar uma banana-split no Salada Paulista e depois pegar uma fita no Cine Comodoro. Talvez só uma aceite, então nós vamos de Romiseta.
    Depois que a gente se falou tchau no portão, volto pra casa, pego minha lambreta e vou dar uma volta na Rua Augusta. Aproveito e compro na banca da Av Paulista o último número da Fatos e Fotos e o primeiro fascículo da coleção Conhecer.
    Como cigarros só são vendidos em bares ou padarias, vou até uma que fica no Largo de Pinheiros e fecha mais tarde, aquela do lado do Cine Goiás, e compro meu Continental sem filtro, pra mim, e Mistura Fina, pra experimentar. Volto pra casa mas passo pela Fradique Coutinho pra ver o filme que estréia na quinta-feira, que é o dia de estréia de filmes, no Fiametta. Pra quê que eu fiz isso? Agora fiquei com vontade de ir até a 7 de Abril pra ver o que vai estrear no Coral.
    Pronto, voltei. Peguei um rango e fui pra cama.
    Enquanto estou quase puxando uma paia, vou sonhando com o dia que tiver uma big duma casa, ter muita nota, poder até ir pro Rio de Janeiro naqueles trens que saem da Estação da Luz e que têm cabines-leito e vagão-restaurante. Talvez até quem sabe um dia viajar num daqueles aviões que a gente vai todo domingo ver aterrissar e decolar, lá da varanda do Aeroporto de Congonhas, eu e os meus chapas.
    Adormeço quase feliz, quase me esquecendo que ela, aquela, a da 3º B do ginásio, nunca que vai largar aquele cara grã-fino. Ah, sei lá, acho que ela se amarrou nele. Eu é que sou loque de ficar pensando nisso.

  22. anunciação Says:

    Sou como a Helga,assinante de Seleções,vim pelos mesmos motivos da Gladys pois se a Fal recomenda é por que é bom(e gostei demais,mesmo)e ainda por cima encontrei nesse mundo de meu deus,alguém que leu fotonovela,livrinho de bolso e usou calça boca de sino,é um presente que a blogosfera e a Fal me deram.E não se desespere com esse monte de coisas que só o tempo lhe dirá se lhe é útil ou não.Um grande abraço.

  23. adriana Says:

    Lindo canto, uirapuru!!!! Mais um lugar em que posso entrar quietinha e sair calada. ô vida boua!!! De tanto ouvir elogios estrondosos, toda aquela seda rasgada pela sua possoa la na Fal(que deus conserve sempre igual) cheguei a imaginar que vc, afinal, não existia, era só um sonho de consumo de nós desvairadas, carentes e noiadas coletivas. Bom que existes e veio te repartir com nós. Amei, bem muito. Força sempre.

  24. telinha Says:

    ah, querido, coisa tão boa te encontrar aqui. se segura, fio, esse troço vicia que é uma lindeza.

  25. uirapuru Says:

    Anunciação, se eu te disser que minha calça boca-de-sino favorita era da cor bordô, voce acredita? Não sei se esta palavra ainda é usada, era cor tipo vinho tinto assim pro roxo, acho que a origem do nosso “bordô” é o vinho da região de Bordeaux, mas isso é palpite meu.
    E até para iniciar o rol de princípios que nortearão este espaço, vou colocar logo em prática o Princípio Número Um: A Verdade, somente a Verdade e nada mais que a Verdade reinarão neste blog, a menos que a omissão reprovável e a mentira deslavada sejam mais apropriadas.
    Pois bem, na época a calça até fazia sucesso, acompanhada de um mocassim da hora, cabelos compridos, das camisas não me lembro mas sim das japonas, lembra destas vestimentas? Digamos que era a indumentária dos da minha geração que queriam “curtir a vida”.
    Já a leitura dos livros de bolso de faroeste, de guerra e de espionagem – tinha um cara que se chamava K O Durban, esse era fera, não me lembro se ele era o autor ou se esse era o nome do agente, o cara realmente era realmente, fazia o 007 parecer o Chapolim – não tornavam a gente muito popular. Nem com as meninas porque dos meninos o que eu queria mesmo é que me passassem a bola quando a gente jogava futebol. Mas as garotas não ligavam muito pra quem lia o pulp fiction tupiniquim.
    Já fotonovela eu tinha que ler escondido. Era tabu menino ler. Aliás nem sei se algum outro menino leu. Sei que eu pegava escondido as que a minha irmã e as minhas primas e as respectivas amigas deixavam jogado e lido.
    Chegava a ser engraçado. Os meninos liam livremente – entre si, até trocavam exemplares, mas era “proibido” ler e portar em público – as revistas pornográficas em quadrinhos – revistas de fotos ainda não haviam chegado ao Brasil, de vez em quando para furor nacional no lado masculino da escola alguém trazia alguma importada – e que circulavam com o singelo nome de “catecismo”. Essas eram hilariantes, sério. Mas fotonovelas, um menino ler fotonovelas, não era admitido por nenhum dos sexos e nem extra-terrestre.
    Um dia alguém vai ter que escrever uma tese sobre o assunto. Por que tinha que ser escondido assim? Quer dizer, porque era óbvio, ficaria marcado. O têrmo nos tempos aqueles era “maricas”, o que tem diferenças com o que hoje é chamado de “boiola”. Mas eu queria entender exatamente o porquê desta reação da sociedade.
    Veja só, o público do primeiro dia de vida deste blog não só é selecionado como ainda é assinante de Seleções! Voce e a Helga são de dupla seleção.

  26. uirapuru Says:

    Gente, perdoem responder tudo fora de ordem. Ainda vou aprender como é que faz direito. Acho.
    Adriana, que gentil! Obrigado.
    A Fal e as meninas são generosas e amáveis, pra dizer o mínimo, Adriana. Elas são tão amorosas para comigo que até eu duvido de vez em quando que eu existo.
    No comêço, quando tive a felicidade de conhecer o Drops da Fal e começar a frequentar o LV, todo mundo não acreditava que eu existia.
    A bem da verdade eu estava até acostumado com esta reação, começou em casa, passou pela escola e chegou ao trabalho. Conforme o que eu aprontava, a outra pessoa falava, invariavelmente:
    – Eu não acredito!
    Em algumas vezes inclusive não acreditavam que aquilo havia sido feito. Quer dizer, não acreditavam nem em mim e nem no fato.
    E o prejuízo era tão pouco…

  27. uirapuru Says:

    Telinha que me dá tantas saudades, veja só que coisa!
    Eu só não entendo porque é que o sistema aqui não libera assim que voces escrevem e porque eu não posso responder na hora.
    Isso é coisa pessoal do Bill Gates comigo, Telinha, é daquele invejoso.
    Ele jamais, jamais saberá, com todo o dinheiro que ele tem, o prazer que dá pagar a última prestação de um carnê. Jamais!
    Pronto, se a Microsoft estiver vigiando o blog, está autorizada a entregar pessoalmente este comentário pro chefão. Qualquer coisa Riobaldo e Diadorim me defendem.
    Junho chegou, Telinha, toda a sorte do mundo pra voce, do fundo do meu coração e com toda a minha vontade.

  28. Sil Says:

    Uirapuru, ô Uirapuruuuuu (tinha uma música assim, não tinha?)

    Querido, que delícia encontrá-lo aqui e mais delícia ainda poder ler o seu canto mavioso ^^
    Adorei o seu programão paulistano. Cheguei a visualizá-lo. Meu avô só fumava esse Continental e meu sonho de consumo era ter um Romiseta, mas pra andar lá pelas estradinhas da Itália ou pelas ruas abarrotadas de Roma, né?
    Adorei saber das suas leituras escondidas. Será mesmo que não se encontram mais fotonovelas em sebos? Se eu encontrar por aqui, te mando de presente.

    Beijos carinhosos e longa vida ao seu bosque!

  29. Mani Says:

    Ai, queria ter sido uma das primeiras a comentar…Essa vida de proletária atrapalha minha vide de tiete!!! beijos….

  30. uirapuru Says:

    Oi, Sil.
    Uma das coisas que estou curtindo em blog é que a gente vê o rosto da pessoa enquanto escreve. Gozado, né? Tirando quem eu ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, está funcionando assim.
    Voce por exemplo estou vendo sorrindo.
    Sil, acredita que outro dia, numa das minhas andanças pela capitár, vi uma Romiseta – rodandoooooo! – numa rua do Ipiranga???!!!!!
    São Paulo tem de tudo mesmo.
    Pena que não tem mais cigarro sem filtro. Podiam voltar com este tipo de cigarro. Já tão querendo de todo jeito que a gente fumante pare com isso, numa preocupação com nossa saúde que me comove quase até às lágrimas, então começa assim, tirando o filtro! Diminui o tamanho.
    Puxa, se voce encontrar fotonovelas, vai ser um achado e tanto! Olha, até volumes do Biblioteca das Môças não tá fácil. Estou com a suspeita de, por não serem de venda fácil e ocuparem espaço, os livreiros estarem jogando fora, como reciclável. Tomara que esteja errado.
    Tem esta canção sim, agora estou querendo me lembrar. Uirapuru aparece numa canção do Waldemar (ou Valdemar, não sei) Henrique, começa assim: “Certa vez de montaria eu desci o Paraná, o caboclo que remava não parava de falar, ôô, não parava de falar, ôô, que caboclo falador…” e daí continuava com as histórias do caboclo, que pescou não sei o quê, caçou não sei que lá e que pegou o uirapuru. Lembra dessa?
    Mas a que voce está falando é outra, ouvi e não me lembro com quem, se voce se lembrar de um trecho ou de quem cantava voce me fala?
    Beijo, Sil.

  31. uirapuru Says:

    Maninha!
    Assuntastes bem no desenrolar desta coisa? Assucedeu que eu arrudiei o blog dos tuins e quando dei fé, foi por um tiquin de nada, tava feita a arte!
    Eitcha que eu fiquei joiado! Inté antisdionti era um burundanga, tava até ficando jururu, quando eu falei pra mim:
    – Facissunão! Cadiquê?
    Daí eu peguei e falei: ôxe! Tá certo!
    Daí vim adiverti no tuins. Daí, pronto! Tô aqui feito major!
    Agora eu percebi que posso ser durango kid, mas tenho um blog! Ora!

    (auxílio do Dicionário de Cearês, de Marcus Gadelha, presente de uma amiga querida)

    Beijo, mana.

  32. Pata-Tiva Says:

    Pergunte pra nossa musa inspiradora, passarinho, que ela conta a história completa do que é Pelinfa. Mas prepare seu lencinho de mão e fique meio de lado se quiser esconder as lágrimas, pois é linda a história.
    Ah, sabe como você pode responder direto no comentário, como eu faço lá na gaiola??? Faz assim: entra no wordpress. Clica no seu blog. Vai aparecer o painel de controle. Aí voê vai em Visit Site, logo do lado do nome do se blog. Capitou? Você vai entrar no seu prórpio blog logado no wordpress. Aí, quando for ler os comentários, voc~e vai achar um link EDITAR ao lado da data e da hora do comentário. Se você usar o botão b-quote no início e no final da sua resposta, ela fica recuada que nem as minhas na gaiola… :D
    Espero que te ajude!!!!

    Beijos!

    Vejamos se deu certo, fiz tudo que voce falou, vou saber do resultado daqui a pouquinho. Obrigado, Little-Duck Ativa.
    Ela me contou. Tenho sérios motivos para suspeitar que ela não ficou nem um pouco pelinfa pelo fato de eu não ter lido o blog neste dia em que ela contou a história. Mas o problema é que eu acho que li!
    Atenção: este blog informa em primeira mão, agora às 23:13, que Mr. Obama ganhou a nomeação democrata para a campanha presidencial dos USA.
    Pode até já ter saído em tudo quanto é lugar, mas neste blog está sendo informado agora, em primeira mão.

  33. Bela Says:

    Uirapuruuuu, meu passarinhO preferidO!
    (Sim, as outras são PassarinhAs, néam?)
    Ai que delícia descobrir vc nesta frondosa jaqueira!!!
    Eu sou bissexta, sou péssiima, como diz Ezabéw, mas adoooro seus escritos!

    Beijos beijos

    Deixe ver onde concordamos. Bela, sim. Bissexta, baseando-me lá pelo Lv, sim. Péssima? Mas, como assim, péssima?
    Adorei o “frondosa jaqueira”. Lembrei-me de um filme, esqueci de comentar com a Fal.
    Ela falou num post sobre o prazer de assistir filmes dublados, daí surgiu a Alice, voce leu esta parte? A Alice é dubladora profissional, daquelas de responsa, bem, foi assim.
    Daí que me lembrei de um faroeste que passou na televisão uns trinta anos atrás, não me recordo o nome do filme, sei que tinha o Paul Newman. Ele e um outro sujeito estavam completamente bêbedos, caminhando pela madrugada de uma cidadezinha daquelas de filme de faroeste mesmo. Estavam abraçados, uma garrafa em cada mão, cantando.
    Bela, sabe o que os dois caubóis cantavam lá numa cidade dos Estados Unidos pelos anos 1860?
    “Debaixo daquela jaqueira, que fica lá no alto majestosa e de onde se avista o morro da Mangueira…”
    Hahahahahahahaha. Inesquecível. E os cantores-dubladores imitavam voz de bêbedo, tudo certinho.

  34. Maloca (Marlene) Says:

    Uirapuru, querido,

    adorei sua resposta à Ro.
    Acho que ela poderia virar um post, lá na página principal. ;o)

    Beijos.

    Companheira Malô, voce é muito gentil E acabou de me lembrar do “Solar dos Amigos”, ficava aí perto. Ainda tem? Mó caro quando foi inaugurado, meu pai não tinha dinheiro pra bancar não. A gente foi lá uma vez porque um amigo de meu pai ficou sócio e levou a gente. Minha família era mais, digamos, não tinha o hábito de passar as férias anuais seja em Paris, seja em Veneza. Nem no Rio. Nem em Santos. Nem na Praia Grande.
    A gente pegava dois ônibus de domingo, comprava frango assado e pãezinhos acho que em Pinheiros e ia curitir a Riviera. Não a de São Lourenço, bah, não tinha cacife nem pra passar perto. A Riviera que ficava na Represa Billings.
    Meu, a gente era proleta clássico. O Lenin se nos conhecesse pendurava um retrato nosso na sala dele, hahahahaha.

  35. Claucatua Says:

    Uirapuru!!!
    eu fiquei feliz na semana passada, sabe, sobre a votação das células-tronco. quem sabe alguém se dignifica a pegar umas tuas e fazer mais Uirapurus. o mundo está precisando. E eu também. Tu és demais!!!

    Claucatua querida, tô ficando maluco com esta avalanche de notícias. Autorizaram o uso de células-tronco e está havendo desmatamento na Amazônia, onde tem muito tronco. Tá relacionado ou estou fazendo confusão, sendo bronco com este negócio de tronco?
    Querida, quer me parecer que terei sorte se não levar alguma estilingada. Se algum laboratório pegar algumas células-tronco minhas, bom, precisa ver pra quê, talvez seja útil a iniciativa. Tipo, investigar como chegamos a este ponto. Se for para reproduzir, que seja para fins educativos, tipo mostrar pras crianças e falar: “olha, é desse jeito quem fica quem é desobediente e não desvira o chinelo e mostra a língua”.

  36. Maloca (Marlene) Says:

    Querido,

    o “Solar de Amigos” virou um condomínio residencial, na década de 80.
    é… prédios foram construídos dentro do clube.
    as piscinas e as quadras foram mantidos.

    Você foi a algum dos bailes no Solar?
    Naqueles bailes das 10 às 4? :o )))

    beijo.

    Acabou o Solar, é? Bem esperemos que não tenha acabado o “Sol lá”. Ai. Desculpaí, Malô, foi mal.
    Pior seria se eu dissesse que a gente não era do Solar, era “Só Lar”.
    Parei, pronto.
    Voce está se referindo às matinês. Porque, lembra, tinha a matinê e tinha a soirée (jamais compreendi porque “matinê” escrevia-se assim, aportuguesado e “soirée” conforme o original).
    Lá no Solar nunca fui em nenhuma das duas. Eu ia às soirées, de vez em quando, em São Paulo e em São Caetano. Um dia que eu tomar coragem conto as aventuras por lá passadas e, digamos e deixemos assim por ora, alguns percalços, hahahahaha, putz.
    Mas em matinê só em baile de carnaval e ainda assim o do domingo. Matinê era pra cinema, cinema de bairro, não os lançadores. Atenção meninas, cinemas lançadores eram os que estreavam os filmes, normalmente eram no centro ou em bairro grãfa. Em cinema de bairro eram no minimo dois filmes e no mais das vezes três.
    Malôzinha, por outro lado, o tanto que levei de tábua – nem sei se ainda tem esta expressão – dava para abrir um depósito de madeira.

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